1. Porquê dar explicações online
Alunos de todo o país
Deixa de depender dos alunos do seu bairro ou cidade. Um aluno do Porto, de Faro ou dos Açores está à mesma distância.
Sem deslocações
Não perde tempo nem dinheiro em viagens, nem recebe alunos em casa. O tempo que sobra pode ser mais uma sessão ou simplesmente descanso.
Menos faltas e horários mais flexíveis
Chuva, transportes ou uma constipação ligeira deixam de cancelar sessões. É mais fácil encaixar horas soltas e concentrar sessões antes dos testes.
Uma relação mais profissional
Sessões marcadas e pagas antecipadamente evitam conversas desconfortáveis sobre dinheiro e reduzem as faltas de última hora.
Nem tudo é vantagem: alunos muito novos ou pouco autónomos podem precisar de um adulto por perto, e a confiança constrói-se um pouco mais devagar à distância. Nada que uma boa primeira sessão não resolva.
2. Equipamento e programas
Comece com o que já tem e invista só quando sentir falta. O mínimo cabe num computador comum.
Computador e Internet
Um portátil ou computador de secretária com ligação estável. Se puder, ligue por cabo; o Wi-Fi fraco é a causa mais comum de problemas.
Auscultadores com microfone
Evitam ecos e fazem com que o aluno o ouça com clareza. Uns simples, com fio, chegam perfeitamente.
Mesa digitalizadora
Permite escrever à mão no ecrã, como num quadro. Indispensável em Matemática e Ciências, muito útil em Línguas para corrigir textos ao vivo. Há modelos fiáveis por 30 a 60 euros.
Videochamada e quadro partilhado
Google Meet, Zoom ou Microsoft Teams servem bem. Para escrever, use um quadro digital gratuito (por exemplo, o Whiteboard da Microsoft ou o quadro do próprio Zoom) ou partilhe o ecrã com um PDF.
Escolha uma ferramenta de videochamada e um quadro e use sempre os mesmos. O aluno habitua-se, e você também. Faça uma chamada de teste com um amigo antes do primeiro aluno.
Escrever os dois no mesmo quadro
A dúvida mais comum de quem começa: «e como é que o aluno escreve?». A resposta é mais simples do que parece — a videochamada serve para falarem e verem as caras, e o quadro é uma janela à parte do browser que os dois abrem ao mesmo tempo, cada um no seu computador. Quem escreve num, o outro vê logo. Um quadro gratuito que funciona bem é o draw.chat: está em português, não pede conta nem instalação e basta enviar o link.
- Abra draw.chat no browser antes da sessão e crie o quadro. Não precisa de registo nem de instalar nada.
- Copie o link do quadro e envie-o ao aluno com o link da chamada. Quem abre o link pode escrever logo, sem criar conta.
- Durante a sessão, deixe a chamada (Google Meet, Zoom ou Teams) numa janela e o quadro noutra. Escreva no quadro com a mesa digitalizadora ou com o rato; o aluno escreve no dele, no computador, tablet ou telemóvel — funciona também com caneta digital.
- Se o aluno trouxer fichas em PDF, carregue-as para o quadro e escrevam por cima, como num caderno.
- No fim, guarde o quadro como PDF ou imagem e envie-o ao aluno: fica como material de estudo. Os quadros sem uso são apagados ao fim de cerca de um mês, por isso não confie neles para guardar matéria.
Antes da primeira sessão a sério, faça o teste de cinco minutos: abra o quadro, mande o link para si próprio e escreva de duas janelas. É tudo o que leva.

3. Primeira sessão e rotina
Antes da primeira sessão
- Envie o link da chamada com antecedência e uma frase curta sobre o que o aluno precisa (caderno, manual, exercícios).
- Peça que mande antes fotografias ou o PDF da matéria ou do teste que o preocupa.
- Com alunos menores, fale primeiro com o encarregado de educação e combine as condições com ele.
Durante a sessão
- Comece com cinco minutos para perceber onde está o aluno, antes de explicar.
- Ponha-o a resolver e a falar em voz alta: à distância, o silêncio esconde dúvidas.
- Termine com um resumo e o trabalho até à próxima sessão.
A rotina que mantém os alunos
- Guarde o quadro de cada sessão em PDF e envie-o ao aluno: é material de estudo e mostra o trabalho feito.
- Combine um canal simples para dúvidas entre sessões e defina limites claros para não ficar disponível a toda a hora.
- Não prenda o aluno a um dia fixo da semana: ajuste as sessões ao calendário de testes e concentre-as quando mais precisa.
4. Preços e pagamentos
- Defina o preço por sessão e a duração (60 ou 90 minutos) e diga-os logo no primeiro contacto. Clareza no início evita mal-entendidos.
- Recompense quem marca mais sessões com um preço por sessão mais baixo, em vez de mensalidades fixas que obrigam o aluno a pagar o que não usa.
- Cobre antes da sessão. No online é a norma e protege-o das faltas. MB WAY, Multibanco ou transferência são formas que os pais conhecem bem.
- Tenha uma regra de cancelamento simples, por exemplo, remarcação gratuita com 24 horas de aviso. Escreva-a e aplique-a sempre igual.
- Passe recibo. Explicações são uma atividade a declarar; um recibo também dá confiança aos pais.
O preço não é o que mais pesa na escolha de um explicador online: pesa a confiança. Uma apresentação cuidada, uma foto de rosto e contactos verificados valem mais do que baixar o preço.
E agora, o primeiro passo
Crie o seu perfil gratuito no ProfessorExplicador e indique que dá explicações online — passa a aparecer a alunos de todo o país, com contacto direto e sem comissões. Se quiser ir mais longe, os membros têm uma página própria com calendário, reserva e pagamento das sessões, que o dispensa de tratar disso à mão.